CFT – COORDENAÇÃO FEDERATIVA DE TRABALHADORES DO PARANÁ

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Saiu na imprensa

Bancários do Paraná entrarão em greve a partir da próxima terça-feira (6)

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Os bancários de Curitiba e do interior do Paraná aprovaram nesta quinta-feira (1.º) o indicativo de greve da categoria, que irá cruzar os braços a partir da próxima terça-feira, dia 6. Além da capital, Cascavel, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, Paranaguá e Cianorte estão entre as cidades que aderiram ao movimento.

A adesão em assembleias segue a decisão do Comando Nacional dos Bancários, que recomendou a rejeição da proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), conforme informaram os sindicatos do estado.

Caso a adesão da categoria seja de 100%, a estimava é que 31,5 mil trabalhadores paralisem as atividades em todo o estado – em Curitiba e região, são 18,5 mil funcionários.

Impasse

O órgão patronal ofereceu aos trabalhadores um reajuste de 5,5%, mais abono de R$ 2.500 que não será incorporado ao salário. Os funcionários, por outro lado, reivindicam um aumento de 16%, sendo 9,88% referentes às perdas com a inflação (INPC) somados a 5,6%.

De acordo com o Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, as instituições financeiras cresceram 27,3% no acumulado dos últimos 12 meses, com lucro no primeiro semestre de R$ 36,3 milhões.

“Mesmo na crise financeira de 2008 os bancos no Brasil não deixaram de ter lucro. No ano passado, o saldo ficou em torno de R$ 55 bilhões só entre as seis principais instituições. Não há justificativa para um índice tão baixo”, afirma o presidente do órgão, Elias Jordão.

Com data-base marcada para setembro, a classe pede uma Participação nos Lucros e Resultados de três salários mínimos, mais R$ 7.246,82 fixos; piso salarial mínimo de R$ 3.299,66, conforme o Dieese; vale alimentação, refeição, 13.ª cesta e auxílio-creche e babá de um mínimo (R$ 788); e 14.º salário; entre outros.

 

Fonte: Gazeta do Povo

 

Câmara instala comissão especial para discutir financiamento sindical

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A Câmara dos Deputados instalou nesta quinta-feira (1º) uma comissão especial para tratar de financiamento sindical. Com o auditório Nereu Ramos lotado, além dos deputados da comissão, a reunião contou com a presença de representantes de oito centrais sindicais e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

O objetivo da comissão é elaborar um projeto de lei que resolva, em definitivo, a regulamentação das contribuições aos sindicatos. Atualmente, 22 propostas sobre o assunto tramitam na Casa.

Segundo o presidente da Central Geral de Trabalhadores do Brasil, Ubiraci Dantas de Oliveira, atualmente só o sócio do sindicato paga, mas toda a categoria recebe os benefícios. Ele disse que esse procedimento não é ideal.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, afirmou que a intenção da comissão é ampliar o debate sobre representação sindical e produzir legislação que facilite a vida dos trabalhadores. "É um momento importante para proteger, valorizar os sindicatos, debater com transparência”, afirmou.

Debate amplo
O presidente da comissão especial, deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), listou os desafios a ser enfrentados. "Nós precisamos enfrentar a questão da contribuição, a questão da transparência no movimento sindical, a questão da representatividade. É importante discutir tudo isso com o movimento sindical daqui pra frente."

A comissão especial sobre o financiamento sindical vai propor audiências públicas em alguns estados e convidar representantes do Ministério Público do Trabalho, da Justiça do Trabalho e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O deputado Bebeto (PSB-BA) é o relator do colegiado.

 

Fonte: Câmara dos Deputados

 

Comissão mista aprova MP do Programa de Proteção ao Emprego

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A comissão mista da Medida Provisória (MP) 680/15, que institui o Programa de Proteção ao Emprego (PPE) para permitir à empresa em dificuldade financeira reduzir a remuneração e a jornada de trabalho de seus empregados em até 30%, aprovou nesta quinta-feira (1º) o relatório do deputado Daniel Vilela (PMDB-GO).

Como contrapartida à participação no programa, a companhia fica impedida por até 32 meses de demitir sem justa causa quem teve redução salarial e de jornada.

Em seu relatório, Vilela ampliou o prazo para empresas participarem do programa – de 12 meses (seis meses com uma renovação) para 24 meses.

Também estendeu em um ano o período de adesão ao PPE, até 31 de dezembro de 2016. Corporações que respeitarem a cota de trabalhadores com deficiência terão prioridade. O relator incluiu 31 de dezembro de 2017 como data para extinguir o programa.

Vínculo trabalhista
A MP, que será analisada agora pelo Plenário da Câmara dos Deputados, estabelece regra de manutenção do vínculo trabalhista pelo tempo de adesão ao programa mais um terço.

Assim, com a mudança feita por Vilela, o funcionário com salário e jornada reduzidos de uma empresa que aderir ao programa por 24 meses terá estabilidade por 32 meses.

Além disso, a companhia que aderiu ao PPE não poderá contratar outro trabalhador para fazer a mesma tarefa daquele que teve salário reduzido ou exigir hora extra de quem ficou com jornada menor.

Acordo coletivo
O principal tema de discussão, que chegou a suspender o debate no colegiado, foi a alteração à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT, Decreto-Lei 5.452/43), prevista na medida provisória, para que a negociação em acordo coletivo prevaleça sobre determinação legal, desde que não contrarie a Constituição Federal, convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e normas de higiene, saúde e segurança do trabalho.

Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados
Reunião para apreciação do relatório da Comissão Mista sobre a MP 680/15, que Institui o Programa de Proteção ao Emprego. Dep. Vicentinho (PT-SP)
Vicentnho: quem apoia mudança na CLT são os empresários; nenhum dirigente de central sindical concorda com mudança nessa lei

Foi rejeitado, por 12 votos a 8, o destaque para retirar essa mudança, apresentado pelo vice-presidente da comissão, deputado Afonso Florence (PT-BA). Segundo Vilela, a essência do programa está no acordo coletivo de trabalho, e a mudança no parecer busca modernizar as relações trabalhistas.

“Vai ajudar a diminuir a judicialização e aumentar a conciliação. É uma inclusão na legislação trabalhista significativa. Penso que é o fortalecimento das próprias entidades sindicais que representam os trabalhadores”, afirmou o relator.

Críticas
Parlamentares do PT e do PCdoB criticaram a mudança. Segundo o deputado Vicentinho (PT-SP), a MP foi criada para dar uma resposta à perda de empregos no País, e a alteração da CLT não deveria estar no texto. “Esta lei é provisória, vamos colocar um assunto desta importância em uma lei criada para enfrentar a crise deste momento?”, questionou.

Vicentinho afirmou que nenhum dirigente sindical de nenhuma central concorda com a mudança. “Quem apoia essa posição são os empresários. Estender isso para qualquer negociação é um risco extraordinário para qualquer trabalhador”, disse.

Para o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), a alteração proposta por Vilela é uma “verdadeira reforma trabalhista” que não poderia ser tratada em uma MP com caráter restrito no tempo.

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Efraim Filho
Efraim Filho: críticas às mudanças buscam defender as centrais sindicais em detrimento dos sindicatos de base

Afonso Florence afirmou que a mudança vai extinguir a CLT nos pontos em que houver acordo coletivo. “Essa é uma decisão que é muito importante ao Brasil. Ela não pode entrar como emenda com quase uma extinção da CLT”, afirmou.

Caso a caso
Na opinião do deputado Efraim Filho (DEM-PB), é necessário espaço para que as relações trabalhistas caso a caso possam avançar. “Se percebeu que não se podem tratar os vários segmentos como se tivessem as mesmas características. Não se pode tratar o segmento siderúrgico como se fosse o agropecuário”, disse.

Para Efraim Filho, as críticas às mudanças buscam defender as centrais sindicais em detrimento dos sindicatos de base. “Antes isso era uma reserva de mercado das centrais sindicais.”

Conglobamento
A comissão aprovou a retirada, da medida provisória, da garantia de que o conjunto de normas estabelecidas em acordo deva ser, globalmente, mais benéfico do que as leis relacionadas.

O destaque que retirou essa regra foi solicitado pelo deputado Efraim Filho e criticado pelo relator. “Apresentamos a teoria do conglobamento, que fala que qualquer acordo coletivo deva ser mais benéfico ao trabalhador em relação à legislação”, disse Daniel Vilela. Segundo ele, a emenda, retirada pela comissão, ajudaria a manter as conquistas dos trabalhadores.

Outro ponto retirado do relatório original por destaque foi a prevalência da lei na ausência de convenção ou acordo coletivo, ou se esses acertos fossem incompletos, inexatos, conflitantes ou inaplicáveis. Daniel Vilela também criticou a retirada desse ponto.

 

Fonte: Câmara dos Deputados

 

Reguffe: isentar remédios de impostos custaria menos do que a ajuda do governo às montadoras

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O senador Reguffe (PDT-DF) defendeu nesta quinta-feira (1º) projeto que isenta os medicamentos da incidência de tributos. Ele reconheceu que o tema não parece adequado num momento como o atual, em que o governo alega ser necessário aumentar a arrecadação para cobrir as despesas públicas, mas lembrou que o assunto precisa ser debatido para que a medida possa ser adotada em futuro sem crise.

— Para tirar todos os impostos dos remédios, no dia de hoje, o impacto no Orçamento Geral da União é de R$ 5 bilhões, o que equivale a 0,2% do total. O governo deu uma isenção para a indústria automobilística de R$ 20 bilhões. Isso pode. Mas R$ 5 bi para que as pessoas comprem o remédio por um preço mais acessível não pode — disse Reguffe em Plenário.

Reguffe lamentou que algumas famílias gastam mais de R$ 5 mil por mês com medicamentos de uso contínuo e o governo nada faz para reduzir esse custo. O senador comparou os tributos que incidem em medicamentos de uso humano e veterinário. Do preço dos remédios de uso humano, 35,7% correspondem a impostos. Nos medicamentos de uso veterinário, os impostos equivalem a 14,3% do preço do produto, disse.

 

 

Fonte: Câmara dos Deputados

 

FGTS de domésticos começa a valer em outubro; veja como vai funcionar

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Sistema vai gerar uma guia única de recolhimento para todos os tributos.
Cadastramento será liberado somente em outubro deste ano, diz governo.

Começa a valer em outubro a obrigação dos empregadores de pagar, aos trabalhadores domésticos, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), além de outros direitos. Até então, esse benefício era opcional.

Os novos direitos estão previstos na chamada PEC das Domésticas, lei que foi aprovada em abril de 2013. Mas eles só foram regulamentados no último mês de junho, e apenas agora começam a valer.

Com a entrada em vigor desses direitos, o empregador terá obrigatoriamente que cadastrar seus empregados nos site do eSocial, segundo o coordenador do projeto no Ministério do Trabalho, José Alberto Maia, ao G1. Esse procedimento, porém, só estará disponível no início do mês que vem. Já o primeiro pagamento nesse novo modelo, referente a outubro, deverá ser feito até 7 de novembro.

Veja a lista de tributos que o empregador terá que recolher:
- FGTS - equivalente a 8% do salário do trabalhador
- Seguro contra acidentes de trabalho - 0,8% do salário
- Fundo para demissão sem justa causa - 3,2% do salário
- INSS devido pelo empregador - 8% do salário
- INSS devido pelo trabalhador - de 8% a 11%, dependendo do salário
- Imposto de Renda Pessoa Fìsica - se o trabalhador receber acima de R$ 1.930

No caso dos dois últimos itens, os pagamentos terão que ser recolhidos pelo empregador, que poderá descontar o valor do salário pago aos empregados.

"Hoje, basta você fazer o recolhimento de uma guia do INSS sem ter sequer identifica o empregador. A partir de outubro, teremos um aplicativo que estamos chamando módulo do empregador doméstico do e-social. O empregador terá de se identificar", disse Maia.

"Só tem esse caminho. Isso dará muito mais segurança para o empregador e para o trabalhador. Não vai dar margem de que bota o CPF de um um que o benefício não seja apropriado para aquele trabalhador", afirmou.

Passo a passo
Para fazer o cadastro, os empregadores terão de entrar no site do eSocial (http://www.esocial.gov.br/Default.asp) e se identificar.

Serão pedidos os seguintes dados:
- CPF;
- data de nascimento;
- recibo de entrega das duas últimas declarações do Imposto de Renda

O empregador que não tiver entregado declaração do IR nos dois últimos anos poderá fazer o cadastro usando o número do título de eleitor.

Depois de feito o cadastro, o empregador vai receber um código de acesso ao portal.

O passo seguinte é cadastrar (fazer a admissão) de um ou mais empregados domésticos que tenha trabalhando em sua residência.

Serão solicitados:
- Número, série e UF da carteira de trabalho;
- Número do NIS (NIT/PIS/PASEP);
- Número do CPF;
- Data de nascimento;
- Data da admissão;
- Data da opção pelo FGTS;
- Valor do Salário Contratual;
- Escolaridade;
- Raça/Cor;
- Endereço residencial;
- Endereço do local de trabalho;
- Número do Telefone;
- E-mail de contato.

Pagamento
Com o cadastro feito, o empregador terá que entrar no sistema a cada mês e informar o valor do salário do mês em questão e as horas extras. O sistema, segundo Maia, vai gerar uma guia única de recolhimento de todos tributos, inclusive com o FGTS.

"Será gerado um DAE [Documento de Arrecadação do Esocial]. Vai ter tudo discriminado", explicou Maia.

25/09/2015 06h39 - Atualizado em 25/09/2015 06h39

FGTS de domésticos começa a valer em outubro; veja como vai funcionar

Sistema vai gerar uma guia única de recolhimento para todos os tributos.
Cadastramento será liberado somente em outubro deste ano, diz governo.

Página do eSocial, onde empregadores terão que cadastrar os trabalhadores domésticos (Foto: Reprodução)

Começa a valer em outubro a obrigação dos empregadores de pagar, aos trabalhadores domésticos, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), além de outros direitos. Até então, esse benefício era opcional.

Os novos direitos estão previstos na chamada PEC das Domésticas, lei que foi aprovada em abril de 2013. Mas eles só foram regulamentados no último mês de junho, e apenas agora começam a valer.

Com a entrada em vigor desses direitos, o empregador terá obrigatoriamente que cadastrar seus empregados nos site do eSocial, segundo o coordenador do projeto no Ministério do Trabalho, José Alberto Maia, ao G1. Esse procedimento, porém, só estará disponível no início do mês que vem. Já o primeiro pagamento nesse novo modelo, referente a outubro, deverá ser feito até 7 de novembro.

Veja a lista de tributos que o empregador terá que recolher:
- FGTS - equivalente a 8% do salário do trabalhador
- Seguro contra acidentes de trabalho - 0,8% do salário
- Fundo para demissão sem justa causa - 3,2% do salário
- INSS devido pelo empregador - 8% do salário
- INSS devido pelo trabalhador - de 8% a 11%, dependendo do salário
- Imposto de Renda Pessoa Fìsica - se o trabalhador receber acima de R$ 1.930

No caso dos dois últimos itens, os pagamentos terão que ser recolhidos pelo empregador, que poderá descontar o valor do salário pago aos empregados.

"Hoje, basta você fazer o recolhimento de uma guia do INSS sem ter sequer identifica o empregador. A partir de outubro, teremos um aplicativo que estamos chamando módulo do empregador doméstico do e-social. O empregador terá de se identificar", disse Maia.

"Só tem esse caminho. Isso dará muito mais segurança para o empregador e para o trabalhador. Não vai dar margem de que bota o CPF de um um que o benefício não seja apropriado para aquele trabalhador", afirmou.

Passo a passo
Para fazer o cadastro, os empregadores terão de entrar no site do eSocial (http://www.esocial.gov.br/Default.asp) e se identificar.

Serão pedidos os seguintes dados:
- CPF;
- data de nascimento;
- recibo de entrega das duas últimas declarações do Imposto de Renda

O empregador que não tiver entregado declaração do IR nos dois últimos anos poderá fazer o cadastro usando o número do título de eleitor.

Depois de feito o cadastro, o empregador vai receber um código de acesso ao portal.

O passo seguinte é cadastrar (fazer a admissão) de um ou mais empregados domésticos que tenha trabalhando em sua residência.

Serão solicitados:
- Número, série e UF da carteira de trabalho;
- Número do NIS (NIT/PIS/PASEP);
- Número do CPF;
- Data de nascimento;
- Data da admissão;
- Data da opção pelo FGTS;
- Valor do Salário Contratual;
- Escolaridade;
- Raça/Cor;
- Endereço residencial;
- Endereço do local de trabalho;
- Número do Telefone;
- E-mail de contato.

Pagamento
Com o cadastro feito, o empregador terá que entrar no sistema a cada mês e informar o valor do salário do mês em questão e as horas extras. O sistema, segundo Maia, vai gerar uma guia única de recolhimento de todos tributos, inclusive com o FGTS.

"Será gerado um DAE [Documento de Arrecadação do Esocial]. Vai ter tudo discriminado", explicou Maia.

Ainda em construção
Segundo Maia, o eSocial também terá outras funcionalidades, mas nem todas estarão disponíveis já no começo do mês de outubro. Entre elas, estão a impressão do recibo para que o trabalhador assine, além da admissão do empregado doméstico, afastamentos e retornos, desligamentos ou demissões, além da anotação de férias, controle e cálculo das horas extras.

"A lei trouxe uma complicação grande para o trabalhador doméstico. Trouxe uma legislação extremamente complicada para se fazer esses cálculos. O cálculo de uma hora extra noturna, por exemplo, é diferente. Uma hora noturna não se calcula em cada sessenta minutos, mas em cada 52,5 minutos. A gente corre o risco de que pareça que o eSocial complicou a vida do empregador doméstico. Pode dar essa impressão que complicou. Quem complicou foi a lei", disse Maia, do governo federal.

Fonte: G1

 

Aécio pede licença ao governador Beto Richa para criticar aumento de impostos

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O senador Aécio Neves (PSDB-MG) pediu licença ao colega de partido e governador Beto Richa para dizer que o PSDB será contra o aumento de impostos. Richa elaborou um novo pacotão de medidas que aumentou a carga tributária no Estado.

A saia justa aconteceu em Cascavel, no Oeste do Paraná, durante solenidade de filiação de novas lideranças tucanas, entre elas 34 prefeitos de diferentes regiões do Estado, na noite desta quinta-feira (24). “O PSDB, e aqui eu peço licença ao governador Beto Richa para afirmar que [o partido] será absolutamente contrário a qualquer aumento de carga tributária por considerar que não há mais espaço para que seja aumentado”, disse o presidente nacional da sigla.

No local do encontro, inclusive, um grupo de professores do Estado, com faixas e cartazes, foi até o Parque de Exposições Celso Garcia Cid, protestar contra o governador Beto Richa e a presença de Aécio. Houve um princípio de tumulto quando outro grupo apareceu com uma faixa criticando a senadora petista Gleisi Hoffmann. Os dois grupos bateram boca.

Críticas ao governo

Aécio disse que a permanência da presidenteDilma Rousseff no cargo depende muito mais dela e dos tribunais do que do próprio Congresso. Para o líder tucano, Dilma não tem se mostrado capaz de liderar a saída da crise e que o impeachment poderá ser um dispositivo legal se forem encontradas condições políticas e jurídicas para ser aplicado.

Ele ressaltou, no entanto, que caso fique comprovado que dinheiro de propina da Petrobras tenha abastecido a campanha de reeleição da presidente, ela poderá ser afastada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). “Nosso papel é blindá-los (os tribunais), impedir que eles sejam objetos de quaisquer tipos de constrangimento”, afirmou. Ele destacou, que os poderes constituídos têm se demonstrados sólidos.

Para o líder da oposição, a presidente não inspira mais confiança aos brasileiros, aos agentes econômicos e aos investidores para a retomada do crescimento. “Caberá a presidente da República, democraticamente, se defender das acusações que a ela são feitas e se não conseguir se defender que cumpra se a Constituição”, afirmou.

Fonte: Gazeta do Povo

 

Paim critica iniciativas que flexibilizam leis trabalhistas

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O senador Paulo Paim (PT-RS) informou nesta quinta-feira (24) que as centrais sindicais estão preocupadas com alguns projetos em tramitação no Congresso que restringem ou retiram direitos dos trabalhadores.

Paim disse que a medida provisória que autorizou a redução de salários e jornadas de trabalho recebeu emendas que podem prejudicar severamente a classe trabalhadora.

De acordo com o senador, foi incluído na MP dispositivo que pode fazer a negociação entre empregador e empregado valer mais que a própria legislação trabalhista. Ele pediu para os parlamentares aprovarem a medida provisória sem esse "jabuti".

— Então, para que as leis no país? Se elas não serão doravante respeitadas? Por que toda a luta histórica para fortalecer a CLT? Eu sempre digo que a livre negociação é muito boa acima do legislado, acima da lei e não abaixo da lei — disse Paim.

Fonte: Senado Federal

 

Projeto da terceirização passará apenas pela comissão da Agenda Brasil

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O Plenário aprovou nesta quinta-feira (24) um requerimento que agiliza a tramitação do PLC 30/2015, que regulamenta as terceirizações no setor privado. Antes destinado a passar pela análise de cinco comissões permanentes do Senado, o projeto agora será analisado exclusivamente pela Comissão Especial de Desenvolvimento Nacional, que trata das propostas que integram da Agenda Brasil.

O senador Paulo Paim (PT-RS), que é o relator do projeto, apoiou o requerimento. Ele disse que já há um acordo com o presidente da comissão, senador Otto Alencar (PSD-BA), e com o relator-geral, senador Blairo Maggi (PR-MT), que concentra a relatoria de todos os projetos que passam pela CEDN.

— Eu, aqui em Plenário, assumo essa responsabilidade. Assumirei a relatoria com o compromisso de fazer um relatório regulamentando a situação dos 13 milhões de terceirizados hoje — garantiu.

Serão apensados ao PLC 30/2015 outros três projetos sobre o mesmo tema, todos relatados por Paim, que elaborará um relatório único, consolidando os textos.

Fonte: Senado Federal

 

Trabalho aprova classificação de assédio moral como improbidade administrativa

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A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou projeto que caracteriza o assédio moral como ato de improbidade administrativa. O condenado por esse crime pode perder o emprego e pagar multa de até 100 vezes o valor de seu salário.

O Projeto de Lei 8178/14, do Senado, altera a Lei da Improbidade Administrativa (8.429/92) para tipificar a conduta de um superior que coaja moralmente um subordinado, por meio de atos que tenham o objetivo de atingir a sua dignidade ou de humilhá-lo, com abuso de autoridade.

A relatora na comissão, deputada Maria Helena (PSB-RR), recomendou a aprovação da matéria. “A Lei da Improbidade Administrativa não estabelece de forma objetiva o assédio moral, daí surge a necessidade de regulamentação prevista no projeto.”

A lei atual inclui os atos contrários aos princípios da administração pública que violam os deveres da honestidade, da imparcialidade, da legalidade e da lealdade às instituições.

“O superior hierárquico que se vale de sua posição para atormentar a vida de seus subordinados viola de forma frontal e inegável a moralidade administrativa”, argumenta a relatora.

Assédio moral
Conforme lembrou Maria Helena, o assédio moral na administração pública se configura quando o chefe impõe ao subordinado condutas como marcar tarefas com instruções confusas e imprecisas com prazos impossíveis, ou sujeita o servidor a remoções inesperadas, ao isolamento, a humilhações constantes, a exposição ao ridículo e a horários injustificados.

“Inúmeras são as consequências do assédio moral para o servidor, como crises de estresses e ansiedade, muitas vezes trazendo danos irreversíveis ao seu organismo”, alertou Maria Helena.

Tramitação
O projeto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário.

Fonte: Câmara dos Deputados

 

Joge Viana comemora 'decisão histórica' do STF contra a doação empresarial a campanhas

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O senador Jorge Viana (PT-AC) comemorou a "decisão histórica” do Supremo Tribunal Federal que declarou inconstitucional a doação empresarial a campanhas eleitorais. Para Jorge Viana, os ministros do Supremo mostraram sintonia com o sentimento da população, pronunciando-se em defesa da democracia e do resgate da confiança na política.

- O que fazer para resgatar a confiança da sociedade na atividade política, na vida partidária? Moralizar, dar transparência, tirar o poderio econômico das eleições, a influência do desequilíbrio nos pleitos, e foi isso que o Supremo fez - afirmou o sendor.

O senador alertou que os escândalos de corrupção são estreitamente vinculados às contribuições de empresas a candidatos. Ele disse que o PT cometeu o erro de receber doações empresariais para suas campanhas e está pagando por esse erro, mas observou que o PT procedeu da mesma forma que outros partidos.

Jorge Viana disse ainda que espera mais avanços da reforma política, de modo que a disputa eleitoral priorize as propostas “e não a conta bancária”.

Fonte: Senado Federal

 
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